Jaboticast https://jaboticast.com O podcast de Jaboticabal Mon, 04 Aug 2025 02:54:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://jaboticast.com/wp-content/uploads/2024/05/9-150x150.png Jaboticast https://jaboticast.com 32 32 Clóvis Capalbo: A Alma Histórica de Jaboticabal e o Chamado pela Memória da Cidade https://jaboticast.com/historia-de-jaboticabal-clovis-capalbo/ Mon, 04 Aug 2025 02:32:01 +0000 https://jaboticast.com/?p=569

Clóvis Capalbo: A Alma Histórica de Jaboticabal e o Chamado pela Memória da Cidade

 

A cidade de Jaboticabal, no interior paulista, é mais do que ruas, prédios e pessoas: ela carrega uma história rica, viva e, muitas vezes, esquecida. No episódio especial do canal Jaboticast, o historiador Clóvis Capalbo compartilha sua visão apaixonada sobre a cidade, suas origens e o urgente resgate da memória jaboticabalense. Suas palavras são um chamado à valorização do passado como forma de fortalecer o presente e projetar um futuro mais consciente.

A importância de saber de onde viemos

Logo no início, Clóvis Capalbo nos lembra de uma verdade essencial: “Uma cidade é feita de passado, presente e futuro.” No entanto, segundo ele, Jaboticabal sofre de um mal preocupante: a perda da memória coletiva. Muitos sequer sabem como a cidade surgiu, quem foram seus fundadores, quais famílias moldaram sua identidade, ou como era o modo de vida dos jaboticabalenses do passado.

Essa desconexão não é apenas triste — ela é perigosa. Quando uma sociedade esquece suas raízes, enfraquece sua cultura, sua identidade e até mesmo sua capacidade de construir um futuro com base em valores sólidos.

As famílias que formaram a base de Jaboticabal

Clóvis cita nomes importantes como família Barrionuevo, Bordon, Capalbo, Maldi, Piffer, entre outras, como exemplos de pessoas que vieram do campo, contribuíram para o crescimento urbano e ajudaram a moldar o caráter da cidade. Foram trabalhadores, imigrantes, comerciantes, lavradores — cidadãos comuns que, juntos, criaram uma Jaboticabal forte, progressista e acolhedora.

Por isso, segundo ele, é fundamental registrar, preservar e contar essas histórias, para que as próximas gerações compreendam quem foram os homens e mulheres que caminharam antes deles.

O desaparecimento da memória urbana

Clóvis lamenta profundamente a ausência de um arquivo público, de um museu estruturado, de uma casa da cultura viva, que celebre e preserve o passado. “Dá tristeza de ver uma cidade como Jaboticabal que foi referência, e hoje não tem mais memória urbana”, afirma com pesar.

A memória urbana está nos documentos, nas fotografias, nos depoimentos, mas também nos edifícios históricos, nas praças, nos nomes das ruas. Quando isso desaparece, apaga-se também um pedaço do que somos.

O Cine Teatro Polytheama: símbolo de um tempo de glória

Um dos pontos altos do relato de Clóvis Capalbo é sua emocionante lembrança do Cine Teatro Polytheama. Mais do que um espaço de lazer, o teatro foi um símbolo de cultura e modernidade. Na década de 1930, por exemplo, Jaboticabal já exibia filmes com legenda em português, algo incomum até em grandes centros como Ribeirão Preto e Campinas.

“Jaboticabal era uma cidade que se vestia bem para ir ao cinema. As moças se arrumavam, os rapazes também. Havia respeito. Havia elegância”, relembra Clóvis, com orgulho e saudade.

Hoje, no entanto, o local foi transformado em um supermercado, e apenas uma placa de fachada resta como testemunho silencioso do que um dia foi um dos corações culturais da cidade.

Um povo que não preserva sua história está fadado a esquecê-la

Ao longo da entrevista, Clóvis reforça a necessidade de educar as crianças sobre a história da cidade desde cedo. Isso não apenas desperta a curiosidade, como forma cidadãos mais conscientes de sua identidade e mais preparados para tomar decisões no presente.

Ele reforça que é preciso respeitar os anciãos, valorizar os que vieram antes e registrar seus testemunhos antes que se percam no tempo.

Jaboticabal precisa olhar para trás para seguir em frente

O alerta de Clóvis é claro: o progresso sem memória é um progresso vazio. É preciso que os gestores públicos, educadores, jornalistas, artistas e toda a sociedade civil se unam em torno da criação de espaços de preservação histórica. Museus, acervos digitais, publicações, eventos culturais e documentários são formas de manter viva a alma de Jaboticabal.

Conclusão: Uma cidade não vive apenas do agora

O depoimento de Clóvis Capalbo não é apenas uma aula de história — é um grito de amor e de socorro por uma cidade que ele viu crescer, mudar e esquecer de onde veio. O resgate da história de Jaboticabal é também o resgate de sua identidade, dignidade e orgulho.

Enquanto houver vozes como a de Clóvis, ainda há esperança de que Jaboticabal volte a se reconhecer como a cidade forte, culta e visionária que já foi um dia.

 

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